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Posted by : cassiomoret 24/10/2013

Sinceramente, pensei em “inaugurar” a sessão com esta resenha, porém, ia levar bastante tempo pra sair o álbum, então decidi fazer o que foi feito, e  não me arrependo.
Pensei que seria difícil falar de uma banda que não aprecio tanto, mas acho que pior ainda é escrever sobre o disco que mais esperei no último ano. “The Mediator Between Head And Hands Must Be The Heart” é o 13º álbum do Sepultura. Produzido por Ross Robinson, o mesmo produtor de “Roots”.



O título faz referência ao “Metrópolis”, clássico do cinema mudo, dirigido por Fritz Lang, de 1927.

Um café, e vamos à audição!

Começando, com, talvez, a faixa mais suja do disco, “Trauma Of War”, que começa com um caos indefinido seguido da bateria poderosa de Eloy Casagrande. Percebe-se logo de início que nada do que você está ouvindo já foi feito pela banda. Ao final, as primeiras batidas tribais estão de volta. Difícil destacar alguém nessa música, mas Derrick fez um vocal desgraçado e Eloy marca com direito até mesmo de blast beats, em alguns momentos.

Na sequência, uma das melhores introduções que o Sepultura já fez. “The Vatican” começa sinistra, com sinos e vozes de um coral. Um minuto e meio de introdução, seguido de um riff poderoso, que faz você levantar a cabeça logo de cara. Em meados da música, Andreas nos presenteia com um riff e solo que faz lembrar lá de “Beneath The Remains”. A letra é feita em “homenagem” ao Papa Francisco e o Vaticano (óbvio?).

“Impending Doom” é uma das mais cadenciadas do álbum. Um timbre raivoso que acertaram em cheio. Toda a música demonstra raiva, e leva um som sinistro ao fundo. Boa música, mas nem de longe é a que me chamou mais atenção. Mesmo assim, não deixa cair o nível do álbum.

Já ouvi algumas pessoas falando que “Manipulation Of Tragedy” é a melhor do disco. Não é de se discordar. Bumbo, guitarra e baixo casados em uma levada muito interessante no começo. Logo após, permanecendo apenas a cozinha, e dificilmente uma levada bem feita assim não vai me agradar. Até agora é a melhor bateria do disco. A condução de Eloy é impressionante. Aqui temos um pouco mais da pegada tribal do Sepultura. Até agora também é o melhor solo do disco. Uma pegada completamente diferente do Sepultura. Excelente música!

Andreas deu um toque mais especial aos riffs do novo álbum. “Tsunami” faz jus ao título, não apenas na letra. É uma faixa pesadíssima. Eloy, mais uma vez, faz uma condução muito bem colocada. Final sujo e muito pesado!

“The Bliss Of Ignorants” já começa com a pegada tribal, e logo depois, não tem como não lembrar “Propaganda”. Em meados da música, fica bem cadenciada, com um baixo bem agressivo. Essa entraria facilmente no “Roots”. Também fica entre as melhores do álbum.

“Grief” tem uma introdução com um dedilhado, muito bonita por sinal. É a “balada” do disco. Derrick aqui mostra um pouco mais de sua musicalidade. Talvez seja onde ele coloca a influência de seu projeto paralelo, Maximum Hedrum, como o próprio disse antes, com vocais limpos, em algumas passagens. É uma boa música, muito diferente, mas é a que menos me chamou a atenção.

“The Age Of The Atheist”, grande parte já deve ter ouvido antes, e foi de onde vimos que vinha coisa diferente por aí. É o primeiro single do disco, lançado também em compacto.

Aí está outra paulada! “Obsessed” é pesadíssima, com passagens rápidas variando entre outras mais cadenciadas. Tem a participação, de ninguém menos que, Dave Lombardo, em Jam com Eloy Casagrande.

Pra fechar, um cover um tanto inusitado, “Da Lama ao Caos” do Chico Science & Nação Zumbi. Não me lembro se o Andreas já cantou sozinho em alguma música do Sepultura, em estúdio, mas enfim, aí está. O cover, apesar de muito mais pesado que o original, claro, foi bem fiel, com exceção do ótimo final.

Ainda temos uma versão deluxe, com duas bônus: "Stagnate State of Affairs" e "Zombie Ritual" (Death cover), mas como ainda não as ouvi, obviamente não vou escrever sobre. Essa versão não será lançada no Brasil. Minha versão americana já está encomendada!

No começo estranhei o fato de o vocal de Derrick Green estar um pouco mais apagado, se comparado aos discos anteriores, mas ao decorrer percebi que isso o deixa ainda mais agressivo.

Eloy Casagrande não é desse mundo!


Sujo, agressivo e pesado! São as três palavras que posso usar para resumir esse trabalho maravilhoso do Sepultura. E sim, arrisco em dizer que é o mais pesado de toda a história da banda.

Ouça sem frescura!

Nota: 9,5

Cássio Moret

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